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Política Crime Eleitoral

Polícia Militar prende em flagrante duas mulheres por prática de crime eleitoral, acusadas de estar comprando voto para o candidato a prefeito de Xinguara Dr. Moacir

A mulher acusada de estar comprando voto para o candidato a prefeito de Xinguara, pelo PL, Dr. Moacir Pires de Farias, já vinha sendo monitorada há dois dias, por policiais militares à paisana

13/11/2020 16h43
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Por: André Silvestre Fonte: roservalramos.com.br
Foto: Ilustrativa
Foto: Ilustrativa

Uma intensa investigação realizada em Xinguara, ontem, 12, duas mulheres foram presas em flagrante por prática de crime eleitoral. As prisões aconteceram por volta das 22h.

As mulheres foram presas sob a acusação da prática de compra e venda de votos respectivamente. Trata-se de Cícera Mikaely Gomes da Silva, acusada de comprar o voto e Lohanna Martins Arantes Costa, de vender o voto. As duas acusadas passaram a noite na Delegacia de Polícia Civil da cidade, onde foram ouvidas na manhã dessa sexta-feira, 13, pelo Delegado de plantão José Orimaldo, e em seguida liberadas mediante o pagamento de fiança.

A mulher acusada de estar comprando voto para o candidato a prefeito de Xinguara, pelo PL, Dr. Moacir Pires de Farias, já vinha sendo monitorada há dois dias, por policiais militares à paisana, relatou em depoimento o SGT/PM Virgílio, “Cícera Mikaely estava visitando alguns eleitores, oportunidade em que ontem, dia 12, por volta das 21h30, a eleitora Lohanna Martins saiu de sua residência e foi até Cícera, que aguardava dentro do carro na frente da casa. As duas conversaram e Cícera entregou uma quantia em dinheiro para Lohanna, após entregar o dinheiro Cícera deixou o local”, afirmou o policial.

Após visualizar a entrega do dinheiro, o PM Virgílio acionou uma viatura da Polícia Militar e continuou acompanhando Cícera de perto, na Avenida Francisco Caldeira Castelo Branco, a guarnição abordou a acusada, que negou estar comprando voto, “durante a abordagem Cícera não foi revistada, pois não havia policial feminina, então ela foi conduzida para a Delegacia, em seguida voltei à residência da Lohanna, bate na porta e fui recebido por Lohanna, me identifiquei e disse a ela, que tinha visto quando ela recebeu o dinheiro das mãos da Cícera, neste momento ela começou a chorar e afirmou ter recebido R$ 200,00 (duzentos reais), em troca de voto”, disse ele.

Segundo o SGT Virgílio, ainda em seu depoimento, Lohanna alegou ter pegado o dinheiro porque estava desempregada e separada do marido recentemente, e por cima tinha três crianças para cuidar. O policial solicitou que Lohanna entregasse seu celular e a quantia que havia recebido, ela não se negou e atendeu ao pedido. Em seguida Lohanna foi conduzida para a Delegacia.

No depoimento da testemunha CB/PM Alex, que estava na guarnição que participou da ocorrência, ele afirma que, “no momento da abordagem foi realizada uma averiguação preliminar no carro onde estava Cícera Mikaely e seu esposo, mas nada foi encontrado, mas fomos informados por um dos policiais à paisana, de que Cícera tinha em seu poder uma lista contendo nomes de pessoas, números de telefone celular, números de títulos de eleitor, seção de votação e endereços. A acusada foi conduzida a Delegacia para a tomada dos procedimentos legais”, disse o CB/PM.

Na Delegacia, o CB/PM Alex disse em seu depoimento que, “enquanto eu preenchia a ficha de apresentação avistei quando a senhora Cícera Mikaely repassou papeis para uma amiga que estava com ela, que possivelmente seria a tal lista, o advogado Kaio Ygor também presenciou a entrega dos papeis. De imediato, os policiais fizeram a apreensão da lista que já estava com a amiga, e foi dada voz de prisão à acusada Cícera Mikaely”.

Em depoimento a acusada Lohanna Martins disse que, “no dia 7 de novembro por volta das 20h30,  estava em sua residência, quando recebeu um áudio via WhatsApp da acusada Cícera Mikaely lhe oferecendo dinheiro para votar no candidato a prefeito de Xinguara, Dr. Moacir, o áudio dizia que me passaria R$ 100,00 (cem reais), antes das eleições e mais R$ 50,00 (cinquenta reais), depois de vencer as eleições”, disse Lohanna.

Lohanna contou ainda em depoimento que, “no dia 12 de novembro, a noite Mikaely ligou marcando um encontro com ela para lhe repassar a importância de R$ 200,00 (duzentos reais), Lohanna marcou com Mikaely em sua residência, então ela foi em minha residência e mim repassou a importância de R$ 200,00 (duzentos reais), e riscou meu nome da lista, estou extremante arrependida de ter recebido dinheiro para votar no candidato a prefeito Dr. Moacir, é a primeira vez que recebi dinheiro para votar”, afirma Lohanna.

Já a acusada de pagar pelo voto, Cícera Mikaely usou do seu direito e permaneceu calada durante o interrogatório do Delegado.

Os crimes dessa natureza, de acordo com a lei eleitoral, implicam em prisão de até 4 anos de reclusão.

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